RAINHA

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

AS APARIÇOES DE NOSSA SENHORA EM PELLEVOISIN- FRANÇA- PARTE 2

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Quarta aparição: 16 de Fevereiro de 1876

Virgem Maria:

Essas poucas boas acções e algumas orações fervorosas que me dedicaste, tocaram o meu coração de Mãe; entre outras, essa pequena carta que me escreveste em Setembro de 1875. O que mais me tocou, foi esta frase: vede a dor dos meus pais se viesse a faltar-lhes. Estão em vésperas de mendigar o pão. Recordai-vos que também sofrestes quando Jesus vosso Filho foi posto na Cruz. Mostrei esta carta a meu Filho.

Em 14 de Fevereiro, Estela ouviu dizer-lhe:

Se o meu Filho te der a vida, quero que publiques a minha glória.

Escreve nas suas memórias: "Fiquei surpreendida, quando respondi excitada: mas, como hei-de fazer? Não sou grande coisa, não sei o que poderei fazer."

Quinta aparição: 17 de Fevereiro de 1876, Maria intervém:

Não tive tempo de dizer como fazer (…) Faz todos os esforços.

Sexta aparição: em 18 de Fevereiro de 1876, acrescentou:

Se quiseres servir-me, sê simples e que as tuas acções correspondam às tuas palavras. É possível salvar-nos em todas as condições; onde estás, podes fazer muito bem e podes publicar a minha glória.

O que mais me aflige é a falta de respeito que têm pelo meu Filho na Santa Comunhão, e a atitude de oração que tomam, quando o espírito está ocupado com outras coisas. Digo isto para as pessoas que pretendem ser piedosas. Publica a minha glória, mas antes de falares, espera o conselho; terás emboscadas, hão-de tratar-te de visionária, exaltada, louca, não prestes atenção a nada disto, sê fiel, eu te ajudarei.

No fim da aparição de 18 de Fevereiro de 1876:

Estela sofria horrivelmente: o coração batia-me com tanta força que pensava que me ia sair do peito. O estômago e a barriga também me doíam muito. Era-me impossível levantar a mão direita. Depois dum momento de repouso, senti-me bem. Perguntei que horas eram: era meia-noite e meia. Sentia-me curada, excepto o braço direito.

Sétima aparição em 1 de Julho de 1876

Maria:

Calma minha filha, paciência, terás sofrimentos mas eu estou aqui.

Oitava aparição em 2 de Julho de 1876

Maria:

Não temas nada, fica calma.

Nona aparição em 3 de Julho de 1876

Maria:

Queria que ainda ficasses mais calma.

10ª aparição em 9 de Setembro de 1876

Maria:

Ficaste privada da minha visita em 15 de Agosto. Não tinhas suficiente calma. Tens mesmo o carácter do francês: quer saber tudo antes de aprender e compreender tudo antes de saber.

11ª aparição em 15 de Setembro de 1876

Maria:

Vou ter em conta os esforços que fizeste para estares calma. Não é só para ti que o peço, mas também para a Igreja e para a França. Na Igreja não há essa calma que eu desejo.

12ª aparição em 19 de Setembro de 1876

Estela: "Tinha visto sempre aquela pequena coisa sem saber o que era, porque até aí tinha-a visto totalmente branca. Ao levantá-la, vi um coração vermelho que sobressaía muito bem. Pensei imediatamente que era um escapulário do Sagrado Coração."

Maria disse, agarrando-o:

Gosto desta devoção.

13ª aparição em 1 de Dezembro de 1876

Maria trazia mais uma vez o escapulário.

14ª aparição em 8 de Dezembro de 1876

Maria:

Tu mesma vais ter com o Prelado e vais mostrar-lhe o modelo que fizeste. Diz-lhe que te ajude com todo o seu poder e que nada me será mais agradável que ver esta libré em cada um dos meus filhos. Aplicar-se-ão a reparar os ultrajes que o meu Filho recebe no sacramento do seu amor. Vê as graças que derramarei sobre aqueles que o trouxerem com confiança e que te ajudarão a propagá-lo.

15ª aparição em 3 de Julho de 1876.

No final do dia, Estela vê de novo a Santíssima Virgem. Esta chega muito tarde e "não fica senão alguns minutos".

Maria:

Não te fixei a hora a que viria, nem o dia. Não vou ficar senão por alguns minutos.

Maria parece chegar duma recepção importante e quer partilhar a sua alegria com Estela.

Maria:

Vim acabar a festa.

Estela: Não sabia que festa era. Perguntei no dia seguinte ao Prior que me respondeu que era em Lourdes, a coroação de Nossa Senhora de Lourdes.

 

Reconhecimento pela Igreja

Na verdade, o arcebispo de Bourges, D. de la Tour d'Auvergne, foi o primeiro a reconhecer o escapulário, em 12 de Dezembro de 1876. De seguida, Leão XIII também o reconheceu.

Estela é recebida em audiência por Leão XIII em 30 de Janeiro de 1900. Este papa que, entre 1 de Setembro de 1883 e 8 de Setembro de 1901, publicou 15 encíclicas sobre o Rosário, está bem informado sobre os acontecimentos de Pellevoisin. Aproveita pata pedir detalhes sobre as alusões de Maria relativamente à Igreja e à França.

Em 4 de Abril de 1900, três meses depois da audiência de Estela, a Congregação dos ritos, a pedido do papa, autoriza oficialmente para toda a Igreja, o escapulário do Sagrado Coração, tal como a Virgem o trazia em Pellevoisin.

Bento XV acrescenta:

«Acredito que as origens são boas e podemos dizer que Pellevoisin é um lugar especialmente escolhido pela Virgem para aí derramar as suas graças (17 de Outubro de 1915).

 

Um exvoto

Desde a primeira aparição, em 14 de Fevereiro de 1876, a Virgem aponta para que se deverá conservar a memória destas aparições. Ao ver a placa de mármore branco colocada diante dela, Estela Faguette identifica-a como sendo um exvoto, quer dizer, um testemunho pelo favor obtido. A primeira preocupação de Estela é saber onde colocarão esse exvoto.

Estela: Mas, minha boa Mãe, onde deveremos colocá-lo? Será em Nossa Senhora das Vitórias em Paris ou em Pellevoi…? Não me deu tempo de acabar Pellevoisin sem que me respondesse:

Maria:

Em Nossa Senhora das Vitórias têm bastantes marcas do meu poder, ao passo que em Pellevoisin não há nada. Têm necessidade de estimulantes.

Tinha nos quatro cantos, botões de rosa em ouro. No cimo estava um coração de ouro inflamado com uma coroa de rosas, trespassado com uma espada.

Eis o que lá estava escrito:

Invoquei Maria do mais fundo da minha miséria.
Ela obteve de seu Filho a minha cura total.

A humilde Estela Faguette morreu com 86 anos e repousa no cemitério de Pellevoisin, não longe do túmulo de Georges Bernanos. No seu túmulo, duas palavras: "Sê simples".

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