quarta-feira, 7 de março de 2018

SAUDAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO BERNARDO


AVÉ MARIA! AVÉ BERNARDO!

No meio do século XII, existia nas florestas que separam as Flandres do Brabante uma ermida de religiosos beneditinos, célebre sob o nome de abadia de Afligem.

Bernardo, percorrendo a Alemanha para pregar a segunda Cruzada, foi descansar alguns dias no piedoso convento. Uma estátua de Maria estava no fundo do claustro, na grande galeria.

Com o divino filho nos braços, Maria parecia olhar com ternura para os religiosos que ali passavam. Bernardo dirigia-lhe a saudação angélica todas as vezes que passava diante dela:

— Ave, Maria! — dizia ele.

Um dia, ajoelhou-se aos pés da imagem, repetindo com efusão sua saudação favorita. No momento em que acabava de dizer “Ave, Maria!”, da imagem Maria respondeu:

— Ave, Bernardo! — Eu te saúdo, ó Bernardo!

É impossível descrever a impressão que estas palavras produziram nos circunstantes, e em particular na alma de Bernardo.

Estremeceu, como Santa Isabel no dia da Visitação, quando Maria a saudou:

— “E donde me vem esta felicidade — exclamou Isabel — que a mãe de meu Senhor se digne visitar-me?” (São Lucas, 1,43).

Sem dúvida, a alma de Bernardo, ouvindo a voz de sua Mãe bem amada, derreteu-se de amor como a da esposa dos cânticos:

— “Minha alma desfez-se em ternura ao som maravilhoso de sua voz”.

Ao retirar-se, o santo abade de Claraval deixou na abadia a parte superior de seu báculo, como penhor de agradecimento.

A estátua conservou-se milagrosamente no claustro até o ano de 1580, época em que foi despedaçada, e o convento saqueado pelos protestantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário