sábado, 16 de fevereiro de 2019

A GRAÇA PODE SER AUMENTADA DEPOIS DO BATISMO?


RESPOSTA À CARTA DO BISPO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS NEGANDO A VERACIDADE DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ BASEADA NA MENSAGEM DE JESUS FALANDO SOBRE O AUMENTO DA GRAÇA APÓS O BATISMO


JACAREÍ, 7 DE JANEIRO DE 1999.


Ninguém diga: - Sou muito pecador... Não devo mais olhar para o Céu... porque a Minha Misericórdia já existia muito antes de vós!!! Povo Meu, o Meu AMOR já existia antes(pausa) que EU pensasse em criar-vos!...

Como podeis duvidar do Meu perdão, do Meu AMOR, e da Minha Misericórdia???...

A Minha Misericórdia é ETERNA!!!... Passarão os céus e a terra, mas a Minha Misericórdia nunca, nunca passará!!!... e a todo o pecador, sedento de perdão, EU concederei a Minha Misericórdia,(pausa) e lhe concederei o dobro daquilo que lhe dei(pausa) na fonte batismal...*


SÃO TOMÁS DE AQUINO NA SUMA TEOLÓGICA EXPLICA COMO A GRAÇA PODE SER AUMENTADA DEPOIS DO BATISMO

Art. 7 — Se este sacramento confere a graça santificante.

O sétimo discute-se assim. — Parece que este sacramento não confere a graça santificante.
 
1. — Pois, a graça santificante é um remé­dio contra a culpa. Ora, este sacramento como dissemos, só é conferido aos batizados, que estão purificados da culpa. Logo, este sacramento não confere a graça santificante.
 
2. Demais. — Sobretudo os pecadores é que precisam da graça santificante, que só os pode justificar. Se portanto este sacramento confe­re a graça santificante parece que devia ser dada aos que estão em estado de pecado. O que contudo não é verdade.
 
3. Demais. — A graça santificante não é susceptível de espécies, pois se ordena a um só efeito. Ora, duas formas da mesma espécie não podem coexistir no mesmo sujeito. Sendo, pois, a graça santificante conferida ao homem pelo batismo, parece que o sacramento da confirma­ção, conferido só ao batizado, não dá a graça santificante.
 
Mas, em contrário, Melquíades Papa diz: O Espírito Santo, na fonte batismal, dá a plenitude da inocência; e na confirmação, o aumen­to da graça.
 
SOLUÇÃO. — Este sacramento, como se disse, confere ao batizado o Espírito Santo para o ro­bustecer como o foi aos Apóstolos no dia de Pentecostes e como o era aos batizados pela im­posição das mãos dos Apóstolos, segundo o re­fere a Escritura. Ora conforme se mostrou na Primeira Parte, a missão ou a dação do Espírito Santo é acompanhada da graça santificante. Por onde é manifesto que o sacramento da con­firmação confere a graça santificante.
 
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — ­Pela graça santificante fica perdoada a culpa. Mas também produz outros efeitos, pois basta a nos conduzir, por todos os graus, até a vida eterna. Por isso foi dito a Paulo: Basta-te a minha graça. E o próprio Apóstolo disse: Pela graça de Deus sou o que sou. Por onde, a graça santificante não só produz a remissão da culpa, mas também o aumento e a fortificação da jus­tiça. E assim a confere o sacramento em questão.
 
RESPOSTA À SEGUNDA. — Como o próprio nome o diz, este sacramento é conferido para confir­mar o que já existia. Por isso não deve sê-lo aos que não têm a graça; e portanto, assim como não o é aos não-batizados, também não deve sê-lo aos adultos pecadores, salvo aos que fize­ram penitência dos pecados. Por isso no con­cílio aurelianense se dispõe: Venham à confirmação em jejum e sejam advertidos a se con­fessarem primeiro a fim de poderem, purifica­dos, receber o dom do Espírito Santo. Assim, este sacramento completa o efeito da penitên­cia, bem como o do batismo; porque, pela gra­ça conferida por ele o penitente conseguirá uma remissão mais plena do pecado. E o adulto em estado de pecado, mas sem disso ter consciên­cia, ou sem contrição perfeita, que receber a con­firmação, alcançará a remissão dos pecados pela graça conferida por ela.
 
RESPOSTA À TERCEIRA. — Como dissemos, a graça sacramental acrescenta à santificante, ge­ralmente considerada, o poder de produzir o efeito especial, a que se ordena o sacramento. Considerada, pois, a graça conferida neste sa­cramento, no que ela tem de geral, então ele não confere nenhuma outra graça além da con­ferida pelo batismo, mas aumenta a que já exis­tia. Mas considerada na eficácia especial que é acrescentada, então é de espécie diferente.

OBSERVAÇÃO DO VIDENTE MARCOS TADEU NA ÉPOCA DESSA CARTA


* (Observação - Marcos): (Desejo esclarecer a verdade dos fatos sobre a expressão utilizada por Nosso Senhor nesta Mensagem:

...e lhe concederei o dobro daquilo que lhe dei(pausa) na fonte batismal...

Falando isto, Nosso Senhor SE refere aqui às Graças necessárias para se viver uma vida cristã autêntica, que todos nós recebemos no Batismo.

Quando somos Batizados, em nossos nomes os nossos pais e padrinhos de Batismo professaram a Fé, e em nossos nomes renunciaram a satanás, a todas as suas obras e seduções, e prometeram viver uma vida cristã autêntica, auxiliados pela DIVINA Graça que nos é conferida justamente no Sacramento do Batismo. Sem esta Graça, nos seria impossível o cumprimento da Santa Lei de DEUS, e é justamente por ela é que nos é infundida a Virtude Teologal da Fé.

É evidente que Nosso Senhor aqui não quis SE referir de modo algum à Graça da filiação adotiva de DEUS, que só pode ser recebida uma única vez, por ocasião deste Santo Sacramento da Igreja. Não, esta Graça só se recebe uma única vez, porém, Nosso Senhor SE utiliza desta expressão para demonstrar e tornar mais claro o excesso do SEU AMOR e da SUA Misericórdia, e também no exercício da Liberdade Soberana do Proceder DIVINO, o que obviamente não inclui errar, uma vez que DEUS é ELE mesmo a própria SABEDORIA, sendo-LHE impossível errar. Portanto, não erra Nosso SENHOR aqui ao falar assim, mas erram os que tentam, por causa desta passagem, buscando distorcer o que disse Nosso Senhor, invalidar e desacreditar as Aparições de Nosso Senhor e de Nossa Senhora em Jacareí, dizendo que Nosso Senhor aqui estaria SE referindo à Graça da filiação adotiva, já recebida uma única vez no Batismo.

São espíritos mesquinhos os que assim o fazem, semelhante ao dos escribas e fariseus, que ao tempo da Vida de Nosso Senhor na terra, quando ELE afirmou que quem não comesse a SUA Carne e não bebesse o SEU SANGUE, não teria a VIDA em si mesmo, não aceitavam e distorciam SUAS PALAVRAS:

"Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.(Jo 6,53)"

É claro que Nosso Senhor não se referia aqui a rituais de canibalismo ou de vampirismo, mas sim ao mistério da EUCARISTIA. Porém, aqueles não foram capazes de compreender isso, por conta do espírito de que estavam animados, e por isso encerraram-se a si mesmos em um pecado que os arrastou a todos à ruína.

O mesmo se verifica na conversa de Jesus com Nicodemos, quando diz:

"- Em verdade, em verdade te digo, quem não nascer de novo, não poderá ver o Reino de DEUS. (Jo 3,3)"

É evidente que aqui Nosso Senhor não está SE referindo a práticas de suicídio e nem tampouco falando em reencarnação, ao afirmar que é necessário nascer de novo. Nunca Nosso Senhor quis dizer que se nasce mais de uma vez, nem que para ver o Reino de DEUS era necessário suicidar-se.

Quanto a estes que trazem este espírito de fariseu, Nosso Senhor já alertava nos Santos Evangelhos, quando nos disse:

"- Jesus advertiu-os: Abri os olhos e acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes!(Mc 8,15)"

O mesmo se verifica hoje, com as PALAVRAS de Nosso Senhor, que aos simples edifica, e aos orgulhosos, serve de causa de tropeço e queda.

Também hoje Nosso Senhor nos pergunta, como aos Apóstolos àquela ocasião:

"Quereis também vós retirar-vos?(Jo 6,67)"

Todos os que são da VERDADE, reconhecem a VERDADE, e como os Apóstolos dizem, à pergunta de Nosso Senhor, se também nós não O queremos abandonar:

"Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as PALAVRAS de VIDA ETERNA. E nós cremos e sabemos que Tu és o SANTO de DEUS! (Jo 6,68-69)"

Minha intenção não é a de convencer a ninguém, pois como disse Nosso Senhor:

"As palavras que vos tenho dito são Espírito e Vida. Mas há alguns dentre vós que não crêem... Por isso vos disse: Ninguém pode vir a MIM, se por Meu Pai não lho for concedido. (Jo 6, 63;65)"

Mas faço unicamente para esclarecer e defender a VERDADE.

É lamentável ter de tratar de fatos tão deploráveis no Livro de Nossa Senhora e de Nosso Senhor, mas ainda teria uma ressalva a fazer.

Uma Autoridade da Igreja disse que as Aparições de Jesus e Maria em Jacareí não passam de uma farsa, cheias de erros teológicos, e que já em um primeiro exame superficial, se verificam erros crassos, como o fato de sendo Nosso Senhor Jesus Cristo ELE mesmo o Filho, ou seja, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, ao abençoar no fim das SUAS Mensagens, diga:

"... EU vos abençôo em Nome do Pai... do Filho... e do Espírito Santo..." sendo que é ELE mesmo a Pessoa do Filho.

Ora, para estes teólogos eu gostaria que então respondessem, já que isto está errado, como pode Nosso Senhor Jesus Cristo, dizer:

"Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide pois ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (Mt 28,18-19)

Dispensa-se explicações. Bem se vê aqui o ódio que alimentam contra as Santas Aparições de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, que não tomam nem o devido cuidado de, ao menos, embasar um pouco menos erradamente os seus comentários ácidos e depreciativos.

Erro crasso é isso, ainda mais vindo de uma Autoridade, e o que é pior, escrito e assinado em documento timbrado, tornado público em toda uma outra Diocese.

Nem se tem o que comentar a respeito dos que, ao receberem este documento, nem se deram conta de um erro destes, e espalharam-no, para prejuízo dos fiéis e de toda a Igreja, ferindo os Corações de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, que já estão tão ofendidos.

Afirmar categórica e apriorísticamente que não se acredita em Aparições, é o mesmo que invalidar o que disse Nosso Senhor:

"Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo. (Mt 28,20)")

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