sexta-feira, 26 de abril de 2019

O PADRE PIO E O SANTO ROSÁRIO



TESTEMUNHO DE FREI PAOLO COVINO

Frei Paolo Covino, foi o capuchinho que ministrou, na noite do dia 22 de setembro de 1968, os últimos sacramentos ao Padre Pio.

Frei Paolo era um dos melhores amigos do santo. Morreu em 2012, com 94 anos de idade, 70 deles como sacerdote.

Frei Paolo afirmou:

“Eram em média 2500 Ave Marias por dia!”
“Padre Pio estava sempre com o rosário nas mãos, sua arma mais poderosa contra o inimigo. Ele rezava entre 15 e 20 Rosários (com 150 Ave Marias cada) COMPLETOS por dia.”

E você, quanto tempo do dia dedica à Nossa Senhora? 

 “Nada menos que cinco rosários na íntegra todos os dias”: é o compromisso que lemos no diário escrito por Padre Pio em 1929. Mas, na realidade, eram realmente raros os dias em que o capuchinho ficava limitado a esse número. 



O padre Mariano Paladino uma vez perguntou-lhe quantos terços havia rezado, e ele respondeu: 



– Trinta. Quase, talvez um pouco mais, mas não menos. 



– Como o senhor consegue? perguntou o surpreso confrade.



E padre Pio respondeu candidamente: 



– Na noite o que há para fazer?




Em outra ocasião, o santo religioso acrescentou: 



– Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar e ir ao redor do mundo.



Um de seus assistentes pessoais, o padre Marcellino Iasenzaniro, testemunhou que na parte da manhã era necessário lavar-lhe as mãos uma de cada vez, porque o Padre Pio nunca parava de rezar o Terço, que gostava de chamar de “arma de defesa e de salvação, doada por Nossa Senhora para usá-la contra as astutas ciladas do inimigo infernal”. 



E ele explicou aos que estavam perto dele: 



– Se a Imaculada em Lourdes e até mesmo o Imaculado Coração em Fátima recomendaram insistentemente a oração do Terço, não significa que esta oração tem um valor excepcional para nós e para os nossos tempos?




Um dia, o irmão padre Alessio Parente lhe perguntou por que ele sempre recitava o Terço e não outras orações. Sua resposta foi: 



– Porque Nossa Senhora nunca me recusou uma graça através da recitação do terço. 


Por sua vez, o padre Eusébio contou que certa feita, no fim do dia, após a recitação do Rosário em honra de Nossa Senhora, a multidão de pessoas cantou a música “Levanta-te, Tu que és mais bela que a aurora”.

E enquanto cantavam o refrão “Tu és bela como o sol, pulcra como a lua”, o padre Pio teve uma expansão súbita:

– Oh, se fosse assim renunciaria até ao Paraíso. 

O padre Eusébio, espantado com esta declaração que lhe parecia exagerada, objetou: 

– Padre, isso é mais bonito do que o sol e a lua?

E ele quase com pena dele, disse: 

– Eh ... o senhor precisa..

E o irmão, pegando no ar: 

– Mas então, o senhor viu  Nossa Senhora?

Sua resposta foi o silêncio, acompanhado por um sorriso mais eloquente do que quaisquer palavras.


São Luís Maria Grignion de Montfort, santo bastante conhecido no Brasil, era grande defensor do rosário como arma na busca da santidade, na libertação dos afligidos por demônios e da salvação. Uma de suas críticas mais duras era contra aqueles que não tinham cuidado, negligenciando palavras e não tendo a consciência que se está falando com Deus.


Era impressionante o amor do Padre Pio pelo Santo Rosário.

Contam-se histórias fenomenais à respeito do rosário. O Padre Pio rezava o tempo todo. Ele dizia um dia que desejava que o dia tivesse quarenta horas. Porque ele dizia que não tinha tempo suficiente para rezar. 

Ele rezava jaculatórias e sobretudo ele rezava o terço. Ele era na verdade um devorador de terços

Um dia seu Superior lhe perguntou quantos terços ele tinha rezado naquele dia. E o Padre Pio disse: “Bah! Eu não posso mentir para o meu Superior eu sempre digo a verdade: eu rezei trinta e quatro”! 

Você é capaz de rezar trinta e quatro terços em um dia? Padre Pio fazia isso. 

Ele repetia muitas vezes: “Ame Nossa Senhora, faça com que A amem muito”! 

Certa vez, o padre Pio apareceu para um filho espiritual dele que estava rezando o Terço com cochilando, bocejando e deitado na cama. De repente viu um frade entrar no seu quarto e reconheceu as chagas do padre Pio nitidamente e também sentiu o perfume celestial que todos que se aproximavam dele sentiam sair das suas chagas. Em seguida, o padre Pio deu-lhe um tapa vigoroso no rosto e desapareceu. 

Tempo depois,  este filho espiritual foi visitar o padre Pio em San Giovanni Rotondo. Quando conseguiu chegar perto do padre Pio, perguntou-lhe se tinha sido ele que tinha aparecido naquela noite enquanto ele rezava o Rosário e porque tinha lhe dado um tapa no rosto. O padre Pio olhou-o com o rosto sério e só lhe respondeu: "Cochilando, sem fervor e nem respeito por Nossa Senhora. Aquilo é modo de rezar o Rosário? Reze o Rosário com devoção."

Dessa forma o padre Pio ensinava os seus filhos espirituais a rezarem o Rosário com devoção e respeito como ele mesmo fazia, pois mesmo tendo as chagas dolorosas de Jesus nos pés, no lado e nas mãos, o padre Pio nunca rezava sentado mas sempre de joelhos e mesmo cansado de atender confissões por 18 horas seguidas e cuidar da construção do hospital Solievo della Soferenza ele nunca rezava rezava o Rosário cochilando, sem piedade e sem respeito por Nossa Senhora.

O padre Pio sempre dizia:

"O Rosário!... O Rosário!... O Rosário!...
Não perca o tempo a ver a terrível televisão, pondo de parte a reza do Rosário! Não basta dizer ave-marias, mas meditai nos mistérios e tirareis frutos práticos para a renovação da vossa vida. Nesta hora tão grave, a Virgem Maria é a nossa única Arca de salvação, se a invocarmos com a reza diária do Rosário.

A imagem de Nossa Senhora derrama lágrimas em vários lugares e lágrimas de sangue... e o mundo dos prazeres não o quer compreender!..."





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