segunda-feira, 14 de setembro de 2020

VIDA DE SANTA ALDEGONDA

Santa Aldegunda (ou Aldegonde, em francês; Aldegundis ou Adelgundis, em latim) foi uma santa do século VII. 

Há muitos escritos sobre sua vida, mas nenhum deles contemporâneo da Santa. Alguns deles, incluindo a biografia escrita no século X por Hucbald, foram publicados pelos Bolandistas (Acta SS., Janeiro 11, 1034–35).

     O Senhorio de Malzy há muito tempo pertencia a uma ordem religiosa: as Damas Abadessas e Canonisas do Muito Ilustre Capítulo de Maubeuge, cuja fundadora é Santa Aldegunda.

     Ela nasceu por volta do ano 630 em Coulsore, perto de Maubeuge. Filha de Valberto IV e de Bertila, seu pai, de origem franca, era conde de Hainaut, governador das províncias entre Sambre e Meuse. 
Sua mãe era princesa da Turíngia. 
Sua irmã mais velha, Santa Valdru, nascida por volta de 620, tornou-se abadessa de Mons.

     Aldegunda recebeu uma educação mística com o monge Sobin da Abadia de Nivelles e fora convertida ao cristianismo por Santo Amando. 

À espera da idade legal para o casamento (12 anos na época), seu pai a prometeu a um príncipe anglo-saxão, Eudon.

     Desejando obter o véu das virgens, que somente era conferido na idade de 30 anos, Aldegunda fugiu do castelo da família atravessando a floresta dos arredores. 

Perseguida por seu pretendente, os anjos vieram em seu auxílio e a protegeram; ela então se instalou naquele local, em plena floresta chamada Maldodium, sendo depois seguida por sua irmã.

     Ela fundou, por volta de 658, um convento de religiosas no local onde os anjos tinham vindo em seu auxílio, o que contribuiu para o nascimento da cidade de Maubeuge.

     A maior parte das noviças que entravam no convento vinha das famílias ricas da região; elas deviam fazer donativos à comunidade. 
Foi assim que as terras de Malzy lhes foram entregues, bem como as de Seboncourt.
     
Aldegunda vinha com frequência a Malzy onde ela fizera construir um leprosário. Alguns milagres de cura lhe são atribuídos.

     Ela faleceu no dia 30 de janeiro de 684 em seu convento, de um câncer no seio. 
Ela foi enterrada no túmulo familiar de Coulsore. Canonizada em 1039, Aldegunda é invocada contra os males que ela sofreu: dor de cabeça, febre, câncer do seio. 

Sua intercessão também obtém que as criancinhas caminhem sem dificuldades: bebês são vistos dando seus primeiros passos no bairro de Sainte-Aldegonde, em Maubeuge.

     Santa Aldegunda é representada com um livro em uma das mãos e um bastão de abadessa na outra. 

Suas sobrinhas, Santa Maldalberta e Santa Aldetrudes, também foram abadessas no mosteiro por ela fundado. 

Santa Aldegunda é uma das mais famosas santas da linha merovíngia, como é chamada por Aline Hornaday.

     Na Bélgica há igrejas consagradas a Santa Aldegunda em Hérinnes, Baisieux, Écaussinnes-Lalaing, Froidchapelle, Mont-Sainte-Aldegonde, Noirchain e Rance. Na França, Maubeuge é o principal local de seu culto. 

A Igreja dos Santos Pedro e Paulo, no centro de Maubeuge, expõe o tesouro da Santa que inclui um precioso relicário do século XV, um bastão pastoral e bandeiras que eram usadas nas procissões.
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     Após anos de pesquisas utilizando o carbono 14, a casula da santa patrona da cidade, foi finalmente autenticada pelo Centro de Pesquisas e de Conservação dos museus da França e pelo Laboratório de Pesquisas dos monumentos históricos.

     Segundo o relatório, uma das principais peças do tesouro de Santa Aldegunda – como há muito tempo era reconhecido – data do século XI e provém de um tecido oriental antigo composto de uma teia de seda e de uma trama de fios, que fora oferecido pelo imperador mongol Mongka ao rei São Luís IX. O tecido foi em seguida transformado em traje litúrgico: 
“Na época, era a vestimenta a mais preciosa, o destino o mais nobre para os tecidos, uma roupa para dar glória a Deus!”

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